O Movimento Mães pela Trissomia do 21, iniciado por um grupo de mães com filhos com Síndrome de Down, tem como objetivo esclarecer a sociedade sobre a condição genética, que é causada por um cromossomo 21 extra. A vereadora Francyelle Bonaci convidou as mães para apresentarem o movimento, ressaltando a importância da conscientização sobre a síndrome.
Luciana Villa, Luciani da Silva, Patrícia Pavoni e Quelen Guasselli, mães que fazem parte do movimento, destacam a necessidade de estímulos para promover a maior autonomia das crianças em suas rotinas diárias. Esses estímulos são oferecidos por meio de fisioterapia, fonoaudiologia, psicopedagogia e psicologia, áreas nas quais a realidade dos atendimentos, tanto pelo sistema público de saúde quanto por planos privados, deixa a desejar. Além disso, a falta de qualificação dos monitores nas escolas é outro desafio enfrentado pelas famílias.
De acordo com as mães, as barreiras de inclusão muitas vezes são construídas pela falta de conhecimento sobre a Síndrome de Down. Com isso, o Movimento Mães pela Trissomia do 21 busca promover informações, apoiar os pais e educar a sociedade para derrubar essas barreiras e fomentar a inclusão. Em um gesto simbólico de união e respeito à diversidade, o grupo organizou um movimento global no último dia 21, que incentivava as pessoas a usarem meias de pares diferentes, uma forma divertida de tratar a inclusão.
Na sessão da Câmara de Vereadores, o grupo recebeu apoio e parabenização pelo trabalho voluntário. Os vereadores destacaram o carinho e a sensibilidade demonstrada pelas crianças com Síndrome de Down e, através do líder de governo, vereador Davi de Almeida, anunciaram que a Secretaria de Educação de Farroupilha realizará uma capacitação para monitores no próximo dia 10 de abril.
O Movimento Mães pela Trissomia do 21 também se colocou à disposição da Secretaria de Educação para ajudar na orientação dos monitores sobre a síndrome, buscando melhorar a formação e aumentar as oportunidades de inclusão para as crianças com a condição.